Escrevo porque encontro nisso
um prazer que não consigo traduzir.
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta
a minha alma falando e cantando,
às vezes chorando.
[Clarice Lispector]

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tenho uma ternura enorme por você... ...e para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão, quando te escrevo.

Uso minha mania de distração para sempre te manter comigo, e confesso que minha ternura por você transborda, não apenas quando escrevo, mas quando falo seu nome, quando lembro da sua voz, quando penso no seu rosto. Não posso acreditar que fui capaz de pensar em esquecer tudo isso por alguns minutos, não esqueceria nem se me dessem essa opção sem pedir nada em troca. Porque eu já daria muita coisa, já deixaria de sentir minha pele ganhando calafrios só de ver seu nome chamando naquele aparelho móvel que me faz não apenas lembrar de nossas inúmeras conversas, mas de todas as vezes que deixou evidente a frase que você nunca ousou dizer " Eu me importo". Mas hoje não faz diferença para mim se você podia dizer isso ou não. Eu digo. Eu me importo, e quero me importar a cada dia mais, quero me importar tanto que você não precisara fazer isso. Me importarei por nós dois. Assis como fiz muitas coisas por nos dois, mesmo que você não saiba, mesmo que nunca saiba o quanto fui capaz de lutar mais para não te esquecer do que para não te perder. Perdi. Mas não esqueci. E talvez você volte, volte e prove para o mundo, que tanto disse não para nossa historia, que aqui do meu lado, é seu único existente lugar. E que eu nunca mais queira escrever para você dizendo que esqueci, mesmo que eu tenha apenas é me lembrado com uma frequência menor, porque as coisas são assim, elas se acumulam para quem não esquece, e tomam minha atenção por bons tempos que antes eram todos seus. Mas o que é seu mesmo, não são os minutos que penso em você todos os dias, e não são as quantidades deles que me farão medir tudo que sinto por ti. O que é seu mesmo esta aqui dentro, é aquele lugar que ninguém ocupa, que ninguém conhece, que ninguém terá. Um lugar que nem eu mesma possuo acesso, e agradeço, talvez se possuísse eu teria sido capaz de te arrancar de la como fiz com algumas memorias. Aquelas que você insistiu em ser o cara que eu nunca quis por perto, mesmo sabendo que no final de tudo, eu nunca desejei tanto algo por perto como sua presença, sua voz, sua boca sussurrando meu nome. E só para não perder o costume, tem uma parte de mim que sempre te esperará. A mesma que não consegue ocupar seu lugar.

[Carolina Assis]

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